terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Bye Bye DVP!!

Olaá..amigos leitores, feliz natal, feliz ano novo, feliz carnaval...euhauhea faz tempinho a última postagem, então to devendo muitas felicitações a vocês.

Bem bem da verdade, eu ja tinha desistido do blog, mas ainda pessoas me procuram e dizem "seu blog me ajudou muito". 
Confesso, fico imensamente feliz quando alguém me diz isso, pois é justamente o intuito. Enquanto faço bem a vocês, fazem também a mim: desabafando, compartilhando nossas experiências, e encontrando sempre alguém para nos dar apoio e conforto, sempre uma história que de encontro a nossa ânsia de vitória, venha nos dar esperança.

Hoje vim falar mais uma vez da hidrocefalia e suas derivações, em especial a DVP.

DVP - DERIVAÇÃO VENTRICULAR PERITONEAL



Quem nos acompanha sabe que o Angelo usava duas DVPs, e que de dezembro de 2014 para cá tem passado por muitos procedimentos cirúrgicos em virtude dos problemas com as dvps, pra quem não acompanha e ta pegando o bonde andando, a DVP significa DERIVAÇÃO VENTRÍCULAR PERITONEAL, que é um recurso conhecido por válvula (ou shunt internacionalmente) que serve para drenar o líquor raquidiano para o peritôneo, onde deverá ser absorvido e eliminado pelo organismo.
Enfim, o Angelo passou por uma série de cirurgias devido a uma ventriculite, que se tornou recorrente ao longo de 2015. 
DVE - DERIVAÇÃO VENTRÍCULAR EXTERNA
De dezembro de 2014 ate hoje, não passamos 4 meses completos em casa, podemos contar praticamente ja 10 meses de hospital (considerando o intervalo de 3 meses e 20 dias).
Foram mais de 20 cirurgias desde então, entre trocas de dvps e colocação e troca de DVES, mais uma vez lembrando que DVE é a derivação externa, que vai drenar o liquor para uma bolsa externa, através de uma punção na cabeça que vai ate um saco coletor.
Esse recurso é utilizado quando há infecção no ventriculo, no liquor, meninges, ou tudo o que abrange o cerebro de alguém que tem hidrocefalia.
Para que o recurso da DVP pudesse ser utilizado novamente, primeiro era necessário tratar o líquor, pois este estando doente (com agente infeccioso), causa entupimento do catéter de derivação bem como mal funcionamento do sistema.
E por esta razão Angelo passou por tantas cirurgias, claro que também aliado ao uso de antibióticos fortíssimos: meropenen, vancomicina, polimixina B e anfotericina B.
Infelizmente esses antibióticos além de serem os mais fortes, são também causadores de efeitos colaterais neurológicos, e no caso o Angelo sofreu uma lesão no lobo occipital esquerdo por consequência do uso prolongado de antibióticos.
O caso é que as bactérias enfrentadas nesse período são consideradas fortes: Staphyloccocus e Pseudonomas.
São bactérias de ambiente hospitalar, o que sugere que a infecção foi contraída dentro do hospital.
As constantes contaminações, não foram explicadas conclusivamente pela equipe médica, mas tenho para mim, que na verdade foram rejeições das válvulas que nos levaram aos hospitais, e tão logo no ambiente sujeito a todo tipo de contaminação, não poderia ser diferente que Anjo contraisse uma bacteria forte.
Porque conclui isso: quando efetuamos a internação e os exames de admissão na uti, nunca aparece o agente causador, a bacteria, sempre so aparece em torno de semana depois de internado. E como de praxe o problema é na válvula levando a troca, faz-me a crer que o organismo dele esta rejeitando a prótese, e exposto, acaba contraindo infecção. Enfim, esta é uma hipótese em que eu acredito.
Mas tudo isso que relatei até agora foi pra chegar ao seguinte ponto:
Não haviam mais recursos.
Neurologistas, intensivistas, pediatras e infectologista, todos acompanhando e desenhando a risca o melhor tratamento para meu Anjo, e ele nao dava sinais de melhora, estava sofrendo efeitos colaterais graves, batimentos cardiacos fracos correndo um sério risco de parada cardíaca e até mesmo uma sepsemia.
Estava em uso de duas DVES e chegou a usar uma DVPE, que era uma dvp comunicada com uma dve.
Angelo apresentava pus na parede do abdômem e também na cabeça, o que significava uma infecção violenta e avançada.
As tomografias não eram nada animadoras e a ressonância magnética apontava: encefalite, encefalomingite com varios cistos cerebelares.
A grande dificuldade em controlar a hidrocefalia do Anjo estava no fato de que ao colocar o dreno no local de acúmulo de liquor, ele voltava a se acumular em outro ponto onde não havia o cateter (que são os cistos mencionados). Numa explicação mais didática, é como se fossem pequenas "poças" de liquor dentro do cérebro, não comunicantes entre si.
Ja haviam tres semanas que as DVES não drenavam absolutamente nada (depois de muito drenar pus) o que constatou na ressonância, como ventrículos colabados. O excesso de drenagem de líquor levou a colabar o ventrículo.
Bom ou ruin, nao sei...tudo o que sei e que segundo o neuro, ele pode viver com isso sem maiores prejuizos. O grande risco e de que o líquido volte a acumular nesses cistos.
Devido a esse quadro foi acompanhado por um tempo com tomografias semanais, e foi constatado que nao houve mais acúmulo de líquido, que a infecção cedeu, e que os ventrículos continuavam colabado.
Mediante esta constatação, a decisão da equipe foi não inserir mais as válvulas, pois não havia o que ser drenado.
Desde então (ha aproximadamente duas semanas) meu Anjo esta sem as válvulas.
E esta evoluindo maravilhosamente. Seus batimentos melhoraram, aceitando dieta bem, temperatura estável (o que tava bem difícil controlar), muitos sorrisos, muitos movimentos.
Anjo esta de alta e agora apenas aguardamos a HOME CARE.
Depois de anos usando DVP, pela primeira vez ele esta sem nenhum recurso de drenagem.

A equipe diz se tratar de uma fase temporária em que eles acreditam que tão logo deverá precisar das válvulas novamente.

O caso e que se ele precisasse das válvulas agora teríamos um grande problema: um peritôneo fibrosado pelo excesso de cirurgias, com pouca área de absorção. Isso nos levaria as opções descritas no post anterior, da DVA (Derivação Ventrículo Atrial) ou a DVP ( Derivação Ventrículo Pleural) ambos recursos contra-indicados para o Angelo.

Comparação de uma DVP e uma DVA


Conclusão, (você deve estar dizendo: finalmente..depois desse jornal heheh) Angelo esta curado.

E então voce pode até dizer: "ah mas o médico disse que é temporário"

Sim ele disse, mas cá entre nós, meu médico está acima de todos estes outros. O Senhor Deus e pai da minha vida, acredite ou não,  mas ele vai continuar existindo e transformando tudo o quanto ele toca, e ele me tocou, tocou meu filho, e nos concedeu uma grande benção. Um milagre!

Os médicos também nos disseram que ele não ia resistir, que não tinham mais recursos, que ele não podia estar sorrindo nem se movimentando, pela gravidade da infecção. Os médicos ficam surpresos sempre, e chamam o Angelo de Highlander. 

O que estou dizendo não é que os médicos são ruins ou incompetentes, eles são limitados, por serem humanos, por fazer apenas o que os recursos da medicina dispõe, e segundo eles, ja foi usado tudo quanto poderia para salvar a vida do meu filho.

Portanto, não há como questionar que se trata de um milagre, que eles foram instrumentos nas mãos de Deus para que se alcançasse tais resultados. E eu oro, oro muito por todos eles, pela equipe técnica, por cada um que coloca as mãos em meu filho, oro para que Deus o capacite e que guie suas mãos.

Por isso eu creio que temos uma equipe abençoada! Não porque Eu oro, mas poque Deus não resiste a oração de um filho seu.

Pra você que leu ate aqui, espero ter ajudado, obrigada por sua torcida e por nos acompanhar. Receba nosso carinho sincero. Meu Angelo agradece!


" A oração da fé salvará o enfermo e o Senhor o restabelecerá." (Tiago 5;15)


quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Ventriculite e DVE

Caros leitores, sei estou em falta com todos. Depois do facebook e Whats up, nosso relacionamento nunca mais foi o mesmo. As informacoes sao distribuidas mais rapidamente nao da tempo de organizar tudo numa ideia e postar aqui. Aliás até da, mas da também uma preguiiiiica..de parar contar tudo sao longas historias, que no face no whats viram fotos e videos..rs enfim..podem puxar minha orelha, acho digno!
Tenho muita coisa pra contar (novidade neh? rs) mas dessa vez não vou " vomitar" os acontecimentos todos em vocês de uma vez só, e deixar um gigapost daqueles que da uma preguica enorme de ler e ai você olha so as figurinhas e tem uma ideia do que ta rolando.
Mas hoje, vou falar das últimas internações de 2015, mas vamos antes para o último suspiro de 2014 que foi onde a batalha ( ou uma das) começou!
Angelo foi internado dia 30/12/2014 com um quadro de vômito e febre persistente. Os sintomas haviam aparecido há uma semana aproximadamente.
Não estava gripado, não houve contaminacao de dieta, tudo sempre feito nos conformes e com todo o cuidado necessário.
Levamos Angelo pro PA, feito os exames nos mandaram pra casa alegando nao haver nada com ele. Como sempre ignoram o conhecimento materno, antes mesmo dos exames ja alertei a médica que o Angelo deve ser avaliado clinicamente e nao por exame, pois raramente aparece alteração nem mesmo nos estágios mais críticos quando está em processo infeccioso.
Três médicos (3 ) avaliaram o Angelo e nos mandaram pra casa. Voltei, contrariada..mas voltei e resolvi ir tratando como dava.
O fato e que não deu pra tratar por muito tempo pois o problema era bem mais sério do que parecia, era com a válvula..aquela que é sempre a razão de nossas maiores dores de cabeça.
Já hospitalizado na UTI como de praxe, o diagnóstico ,( um pouco tardio inclusive) foi de uma ventriculite. Anjo estava com infecção no ventrículo causada pela bactéria chamada Pseudomonas.
Pra quem não conhece, é uma bactéria que comumente coloniza proteses e é até possível conviver com ela, entretanto quando demasiada a colônia é extremante agressiva e faz grandes estragos.
Pacientes traqueostomizado geralmente são conizados por pseudonomas e convivem com ela, só e feito o tratamento com antibiótico caso sinais de infecção aguda se manifestem como febre, vômito, aumento de secreção nas vias respiratórias.
Mas voltando a ventriculite...
Não se sabe como ocorreu a infecção do ventrículo, o fato e que o liquor estava contaminado e precisava ser tratado.
Contudo, para isso era necessário tirar as válvulas ( pois anjo tinha duas) e colocar uma DVE ( Derivação ventrículo externa) que drena o liquor para fora do corpo eliminando a pressão intra-craniana.

O procedimento foi feito  até que o LCR estivesse claro e não apresentasse sinais de contaminação, porém a DVE apresentou uma série de problemas como obstruções e precisou ser trocada várias vezes, inclusive mais de uma foi colocada na cabeça do pequeno.
Isso levou a realização de 9 procedimentos cirúrgicos, num prazo de 3meses e meio de internação ( o mais longo período desde o nascimento do Anjo).
Durante esses 3 meses e meio, foram realizadas tomografias quase diariamente, ao menos 3x por semana.
Nosso anjo perdeu muito peso, precisou tomar dieta parenteral, visto as inúmeras vezes que precisava ficar de jejum para a realização de exames e procedimentos cirúrgicos.
Com isso as fraldas variaram de G para juvenil quando alcançou um inchaço tamanho que seu peso chegou a quase 20kg (seu peso normal na época era 16).
Os momentos de tensão foram inúmeros, e momentos de desespero exorbitantes foram vividos nesse período, mas essa história ficará para um outro momento, hoje quero dizer das causas e consequências que uma infecção no ventrículo pode causar.
Para facilitar o entendimento podemos relacionar a proporção desse problema a meningite (como o neuro usou para nos explicar).
Mas enfim...depois dos 9 procedimentos finalmente nosso pequeno voltou para a casa com uma série de peculiaridades e recomeços.
Passados 3 meses, ca estamos novamente passando por esse processo (doloroso). Mais uma vez estamos na UTI e o Anjo está usando a DVE para tratar o LCR que está novamente infectado. Desta vez a bactéria não e tão agressiva e parece ser mais fácil de tratar, entretanto temos um novo desafio que e a DVA (derivação ventrículo atrial). Falarei melhor sobre este tipo de derivação no próximo post.


 "Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço e te ajudo e te sustento com a destra da minha justiça." (Isaías 41;10).

sábado, 8 de agosto de 2015

Uma carta para Papai

Olá papai, como vai?

Achou que eu ia me esquecer de você? Ahh..não se preocupe, mesmo com toda correria que e minha vida, entre terapias e visitas, eu agendei um tampinho especial pra você no meu coração.


Sei que você anda ocupado, e não quero te atrapalhar, mas sabe queria dividir umas coisas com você.
Acho que está na hora de termos aquele papo de "homem pra homem".
Calma pai, não é sobre isso ainda, eu não quero namorar, só quero te contar as coisas que aprendi nos 5 anos da minha vida.
A primeira delas e que sou muito parecido com você, gosto de dormir na mesma posição, de ouvir as mesmas músicas e até aquelas conversas malucas que você chama de nerdcast.
Você se lembra papai do meu primeiro CD? Eu gostava mto daquela banda..deviam fazer muito sucesso entre os bebês, era o Pink Floyd!
Foi também com você que aprendi a gostar do meu desenho favorito, o Pocoyo! A mamãe me contou que você já assistia muito antes de eu nascer.
Ah..não sabe como tenho saudade de quando eu deitava no seu peito nas madrugadas e passávamos horas ali só nos dois,...dois caras perdidos na noite. Você tentava me fazer dormir mas acho que acontecia o contrário! ( não se preocupe pai, não vou contar pra ninguém!)
Lembro também de você me levar pro banho, era super divertido nossa hora de chuveiro, a mamãe sempre achou que você fosse me derrubar, mas eu sabia que não ia...mas a mamãe é menina, e tem coisas que as meninas não entendem neh pai?
Lembro dos nossos passeios no zoológico, da gente correndo na varanda de casa fazendo "bugunça" e rindo até faltar ar, de viajar de avião com você, e de como eu chorei e te deixei nervoso.

Lembro das vacinas que me levou pra tomar e poxa pai fiquei bem chatiado aquele dia, mas agora eu entendo que foi pro meu bem.
Nos divertimos muito: banhos de piscina, passeios na vovó, no shopping, na praia...
Ainda lembro de sentir o seu abraço, quando eu ainda estava na barriga da mamãe. É pai, eu já sabia que você me amava...
Mas os dias difíceis vieram..e me lembro também, do seu olhar desolado, seu semblante entristecido, dos olhos fundos sem dormir, e sei que as vezes te deixei até mesmo irritado quando eu queria brincar anoite e você precisava descansar...eu sei..

Sei tambem que por vezes você pediu ao papai do céu para eu ficar do seu lado, pois ele também me queria ao lado dele.

Mas pai o que eu queria te dizer mesmo, é que eu sei que sou meio desajeitado, e que fico babando na frente das pessoas, sei que te dou um trabalhão e que não sei te dizer "papai" como você gostaria de ouvir..
Também não posso brincar de videogame, nem rolar com os cachorros como você fazia.
Pai eu mal sei respirar...e nem posso te acompanhar naquele cachorro quente que você adora, porque também não sei comer (mas prometo que estou trabalhando para isso).
Mas sabe pai...eu queria dizer que te amo, e que te digo isso todos os dias mesmo.sem te ver.
Eu não sei falar mas digo em números e sorrisos, como fico feliz com sua presença. São porcentagens de oxigênio e batimentos cardíacos dizendo como fico irradiante quando te vejo.
Até mesmo quando estou dormindo e você está ali, eu sei que está..e por isso eu durmo melhor.
Eu sei que mesmo que não estejamos juntos todos os dias, nossos corações jamais irão se separar.
Eu estou crescendo e logo serei um rapazinho, ainda preciso da sua ajuda no banho, e pra outras coisas tão difíceis que eu não sei fazer sozinho...é tão bom poder contar com você pai!
Sei que as vezes você também fica chatiado e acha melhor não me ver, desculpa pai, eu não sei o que fiz, mas prometo melhorar!

Pai agora preciso dormir, a mamãe está ficando brava (acho que ela também quer descansar!) por isso pai, saiba que você e meu herói, um herói meio desengonçado também (como eu) você não tem capa, não tem super poderes...e nem sabe voar!?
Mas tudo bem pai, eu te entendo e sabe..mesmo sendo assim um herói deficiente, você sempre será meu herói favorito e o amor que nos une e o maior poder que existe no mundo, somos incrivelmente inabaláveis! Indestrutíveis!
Pai eu te 100%Spo2 110bpm <3


Feliz dia, papai!!






sexta-feira, 6 de março de 2015

#ForçaAnjo

Amigos leitores, neste momento nosso Anjo esta no centro cirúrgico onde passa pela cirurgia de colocação da DVP.
É o 9° procedimento cirúrgico a que é submetido desde sua internação na UTI do hospital Jardim Cuiabá em 30/12/2014.
O motivo da internação decorreu de um quadro de febre e vômito persistente.
A demora no diagnóstico também dificultou o resultado no tratamento, mas desde que identificado a disfunção nas válvulas, todo o possível tem sido feito pela melhora do nosso guerreiro.
Hoje venho apenas pedir boas vibrações e orações de todos que acompanham meu Anjo.
Em breve direi maiores detalhes sobre o que aconteceu nos últimos 60 dias.

Conto com vocês :)

#ForçaAnjo <3

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Dia das Crianças: Mais que especial!


Ontem foi um dia maravilhoso, proporcionei uma experiência nova ao meu pequeno e a nós também: o levamos ao cinema.
Quebrando todas as regras e protocolos mas cumprindo o maior de todos: O direito  A VIDA!
Ele se divertiu como nunca, ficou maravilhado com o mundo "la fora", além da janela de seu quarto e das dependências de nossa casa. Não parava de rir, dava gritos de alegria..e na sala do cinema, ficou deslumbrado prestando muita atenção.
Não postei fotos nas minhas redes sociais porque muitas críticas e acusações caem sobre "nós" Mães de home care, que tiramos nossos filhos de casa Somos acusadas de "colocá-los em risco", e eu pergunto: qual? qual é maior qual é menor? ate onde devemos nos limitar? quanto mais tempo temos ao lado de nossos filhos que por tantos médicos são desenganados? O quanto e como queremos viver ao lado deles? Pra sempre numa jaula ou por quanto pudermos livres?
Quantas dessas crianças já não partiram sem sequer conhecer a luz do dia além das paredes de seus quartos, seus leitos de UTI domiciliar ? Seria isso uma atenção domiciliar ou uma reclusão?
Devemos entender que para o bem estar dos nosso filhos devemos resguardá-los de todo risco, mas para isto não basta viver? quem de nós é imune? quem rico ou pobre, doente ou sadio, deficiente ou não esta imune? o ar é poluído, bactérias estão em toda parte, não existe ambiente 100% estéril. A regra da vida é se adaptar, evoluir e não se limitar!
A Anvisa (Agencia Nacional de Vigilância Sanitária) determina que atenção domiciliar é quando o paciente não tem condições de ir a uma unidade de tratamento, e por esta razão somos obrigados a ser reclusos em nossas próprias casas.
Devo lembrar que o fato de sairmos um fim de semana, não contradiz uma necessidade diária de terapias e que mesmo tendo a condição de sair num fim de semana, não quer dizer que terei condições de sair diariamente duas a três vezes no dia pra levar meu filho para uma terapia, isso sim seria desgastante e prejudicial, porquanto que o direito ao lazer e a interação social é mais que um capricho é uma necessidade humana e essencial para a qualidade de vida.
Esta é a minha luta, ninguém tem o direito de tirar de nós esses momentos e de proporcionarmos experiências aos nossos filhos, com todo o cuidado e responsabilidade que nós pais temos, porque os amamos  e os queremos bem.
Foi lindo, foi maravilhoso e ele amou.
Retifico: Temos direito  A VIDA, A VIVER E A REALIZAR NOSSOS SONHOS!


Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece. Filipenses 4:13

domingo, 7 de setembro de 2014

Asas para o Anjo

Booooa tarde amigos blogueiros e blogueiras de plantão!
Hoje é um dia muito especial, sabe porquê?

"independência do Brasil?"

Isso também é importante, mas não! :D

Hoje é dia de ajudar o Anjo !!!! (palmas) e Por isso já dizia o Rei Roberto Carlos: "quando eu estou aqui, eu vivo este momento lindoo" ahaha.

Enfim..vamos la! O motivo que me traz de volta ao blog, é a camapanha lançada no facebook chamada #AsasparaOAnjo.
A campanha consiste num leilão, onde objetos que foram doados exclusivamente para esta campanha, estão sendo leiloados com o intuito de arrecadar fundos para a compra de um carrinho especial (uma cadeira de rodas adaptada).

O Anjo tem para sua locomoção uma cadeirinha de rodas quais  já postei fotos por aqui. Entretanto essa cadeirinha não é de um todo adequada para ele. A profundidade do encosto não o acomoda bem, temos que fazer adaptações com travesseiros; não tem suporte onde possa ser colocado seu respirador que é portátil, não tem suporte para colocar sua dieta (que é por equipo). Algumas peças que são de plástico e metal frequentemente machucam o Anjo quando ele se movimenta muito, pois naturalmente seus movimentos são descoordenados e ele não os controla o que o causa hematomas com certa frequência.

Esta mesma cadeirinha foi doada pelo Centro de Reabilitação de nossa cidade, que é mantida pelo Estado. Foi cedida com muito carinho e presteza por parte da equipe do Cridac.
Tem sido nosso grande quebra-galho ate agora, mas infelizmente não atende mais às necessidades do nosso anjinho.
Por essa razão ha muito tempo tenho pesquisado sobre carrinhos e cadeiras adaptadas ate chegar a que mais se adéqua a condição do Angelo.
Contudo é de um valor inacessível (para mim e creio que também para a maioria das pessoas). 
O valor da cadeira é em aproximadamente 12 mil reais (contando frete e acessórios como postural, cinto, capota de sol, e suporte de dieta).
Sabemos que o Banco do Brasil concede um crédito acessibilidade com juros bem baixos, mas a unica forma que teria de ficar realmente acessível seria parcelando em torno de 40 a 60 meses. 
O custo de vida para quem possui uma home care (uti domiciliar) com profissionais 24 horas, custo de medicações (que a home care não cobre), custo de energia devido aos aparelhos, consultas não custeadas pelo plano de saúde dentre outras coisas, é extremamente alto. Mesmo sendo funcionária pública e recebendo ajuda dos familiares, adquirir artigos para PNE não é uma missão fácil, pois os produtos na maioria das vezes são importados e caríssimos.

A cadeira em questão é a chamada Neo Kimba da empresa alemã Ottobock, suporta até 55kg, tem suporte para o respirador (um cesto bem resistente), suporte para a dieta e outros acessórios para controle de tronco. 
Será solicitada por um representante de São Paulo, leva de 60 a 90 dias para chegar (essa por encomenda ficaria em torno de 11 mil se comprarmos a que possuem em estoque seria 12 mil com despacho imediato).



Para então conseguirmos dar Asas ao Anjo, com um equipamento que permita que eu o leve para fora de casa, que saia de seu confinamento domiciliar, estamos fazendo a campanha no face.
O prazo para que a cadeira seja entregue ainda esse ano é solicitando o equipamento ate o dia 10 de setembro, caso contrário o equipamento so chegará no ano que vem =(.

Portanto amigos, convido vocês a participar do leilão a chamar seus amigos..vamos dar #AsasparaOAnjo <3

Por enquanto agradeço imensamente o carinho de quem tem a paciência de ler meus GIGAPOSTS euahueah e espero poder colaborar quando vocês precisarem também.

Acessem  (cpie e cole no seu navegador)
https://www.facebook.com/events/632532190179300/634114550021064/comment_id=634130563352796&notif_t=event_mall_comment

Pra quem não quiser participar do Leilão, mas quiser colaborar com a campanha fazendo uma doação, a conta para depósito:

ag 4449-0
conta poupança: 10.307 -1 variação 51 (banco do brasil)
Adriana dos Santos Rossi

bjo enorme..fiquem com Deus. ;)

sábado, 31 de maio de 2014

A voz do coração

Cof!! Coff!!
Deve ser a poeira..depois de tanto tempo aqui encostadinho, só tinha mesmo que ficar assim não é mesmo? rs..mas cá estou eu mais uma vez...pra contar tudo o que fiquei devendo nas postagens anteriores.
Confesso que ando sem ânimo, motivação pra escrever no blog..mas não se preocupem, não é depressão, nem nada ruim..é (não espalhem, tah?) preguiça mesmo rs.
A verdade é que o Blog é um canal não so de informações que tento compartilhar com aqueles que foram escolhidos pra viver neste campo de batalha sem nenhum treinamento, é meu "querido diário"..e acho que já desabafei o suficiente. Mas fica a dica pras mamães que ainda não fizeram isso: ESCREVAM! se não podemos gritar, não podemos chorar, não podemos xingar quem queremos chingar com todas as razões do mundo...podemos escrever e esperar que os bons entendedores percebam os "ís" nos pingos. Garanto, faz um bem danado..principalmente quando alguém vem e diz que entende tudo o que você esta sentindo, ou que se sente igual...faz bem não se sentir único na guerra e saber que temos irmãos na luta.

Mas vamos ao que interessa..não foi isso que vim dizer, ou não só isso.

Hoje vim mais uma vez falar sobre a traqueostomia (o grande bicho de 7 cabeças que tanto tememos).

Quando decidi fazer a traqueo do Angelo, sabia que se não fosse naquele momento pelo motivo que foi, seria mais tarde por outros motivos. Isso não é falta de fé, mas lógica. Para todos os cristãos (saibam que também sou), acredito na cura, no milagre e na manifestação da glória de Deus, mas acredito também que para tudo ha um propósito e tempo...portanto saber esperar e entender o tempo do Senhor é também um exercício de fé.
Mas voltando a lógica..Angelo estava com o pulmão ok, sem pneumonia, limpinho como talvez ha muito o tempo não o via. Entretanto não conseguia sair do tubo, e a duvida não era so minha mas também da equipe médica, PORQUÊ?
A resposta veio da neurocirurgia, que por consequência da patologia do Angelo, havia um desgaste do tronco cerebral, causado pelo cisto (corpo caloso) que movimenta pressionando o tronco e prejudicando as funções respiratórias. Além disso tínhamos que contar com a má formação do tronco, afinal muito antes de tudo isso nosso Anjo ja sofria de apneia central, lembra?
Essa resposta veio de três neurocirurgiões diferentes, dois de nossa cidade (que são de equipes e técnicas de trabalho diferentes) e de um neurocirurgião do hospital pequeno príncipe que nos disse que nada havia a ser feito cirurgicamente la que já não tivesse sendo feito aqui, quando cogitamos a transferência. Por esta razão, a traqueo era necessária para o Angelo poder evoluir (sair da uti e retomar as terapias em home care). 
Ai você pergunta? ahh mas e se tivesse esperado o cisto movimentar, o Angelo conseguiria sair do tubo?
Talvez sim..pouco antes dele fazer a traqueo, um destes neuros nos disse que o cisto havia movimentado e que a hidro reduzido. Mas ja se faziam mais tempo que o Ângelo tava entubado que o protocolo manda, para que seja feita a traqueostomia. E protelar isso, podia gerar a um edema de glote, a uma fistula, dentre outras lesões graves da traqueia.

Pois bem, a traqueostomia aconteceu e como superar este momento?

A primeira coisa que se deve entender quando a criança passa por este processo é que ninguém fará isso para machuca-la ou porque quer que ela seja dependente de respirador, mas sim porque quer dar a ela uma chance a mais, um tempo a mais..que sem a tecnologia talvez não fosse possível( exceto por um milagre que sabemos requer muita fé e oração). E foi isto o que senti quando pedi para a médica traqueostomizar o Angelo. Ver meu filho sofrendo para respirar e só ficar bem quando estava entubado (que diga-se de passagem não me parece confortável ter uma "mangueira"atravessando suas vias respiratórias e uma penca de esparadrapos colados em seu rosto ferindo sua pele), era algo mais assustador do que imagina-lo preso a (dizendo a grosso modo") um cano para respirar permanentemente e uma penca de aparelhagem. Não é bonito? não..não é! não é o ideal de uma mãe imaginar seu filho com uma "coleira" no pescoço para o resto da vida...e preso a um respirador, mas é o ideal de uma mãe ter seu filho vivo e ter um tempo a mais para buscar a cura, buscar recursos melhores.
Alem disso busquei videos na internet e casos de sucesso de crianças que conseguiram evoluir a tal ponto de se livrarem da traqueostomia, isso foi motivador! Conheci inclusive uma vizinha do meu bairro, que ficou traqueostomizada por 10 anos e hoje vive e respira normalmente.

E foi nisso que me agarrei e decidi que meu filho precisava de algo melhor que ficar numa UTI sendo entubado e extubado, e machucado varias vezes.

Por fim, fomos pra casa com um respirador e meu filho vivo, e maravilha! Missão cumprida!

Dada esta vitória, tínhamos outros medos e traumas para enfrentar pela frente. Muitas coisas a aprender, tais como: aspirar a tráqueo, trocar o cadarço, manipular o respirador. Algo que não se aprende do dia para a noite, e não é nada fácil depois de enfrentar noites e dias traiçoeiros na uti e ver que a pessoa mais importante da sua vida estava por um fio. Tudo o que se quer e esquecer esses momentos, mas a nova rotina me fazia recordar terrivelmente!

O SILÊNCIO


O primeiro sinal de que tudo é diferente, é o SILÊNCIO!
Que silêncio? você deve se perguntar! Com tanto aparelho, alarmes etc..como pode haver silêncio? 
Nãao, não este silêncio. O Silêncio do canto do passarinho, do meu passarinho, meu pequeno Anjo!
Anjo nunca falou, mas emitia alguns sons que (verdade ou não) me sugeriam algumas palavras: ãe (mãe), aiii (quando reclamava ou sentia dor) e vogais A-E-O (I e U ele não conseguia falar talvez pela fonética ser mais fechada). Eu adorava coloca-lo em sua cadeirinha no sol todas as manhãs, ligar o rádio e ouvi-lo cantar. Ele cantava e se balançava  e "ai" do som se parasse, o canto virava choro e birra rapidinho.
Com a traqueostomia o ar não passa pelas cordas vocais, o que inibi qualquer emissão de som.
Devido ao tempo que ele ficou sedado e ao trauma da entubação,  a musculatura facial também sofreu perdas, e ele quase não tinha expressões faciais quando voltamos pra casa. Tinha o rosto como de um boneco de plástico de tantos corticoides que tomou. Sem som e expressão, era um quebra-cabeças entender o que ele estava sentindo e assim poder ajuda-lo.
Quando estávamos em casa e eu ouvia o som do aspirador, era algo "PERTUBADOR" por vezes ajudava as técnicas a aspirar, e depois corria pro banheiro pra chorar, pois toda aquela situação da UTI vinha como uma avalanche na minha memória: o Angelo sendo entubado, ele sofrendo...argg!
O fisio chegava pra trabalhar e enquanto faziam fisioterapia motora eu acompanhava, quando se preparavam para aspirar, eu arrumava uma desculpa qualquer e corria pra cozinha, pro quarto, pra lavanderia..pra qualquer lugar! Depois era invadida por um imenso sentimento de culpa, de pensar que meu filho estava passando por isso "sozinho" porque a mãe dele não estava la com ele!
Essa situação durou meses, posso dizer quase ano. E nesse quase ano, obviamente houveram outras internações e assim sendo, tive que aprender a dominar este sentimento. 
Tamanho era o trauma, que eu não conseguia (e ate hoje me incomoda) passar perto do hospital, ou ir até la quando algum amigo ou parente estava internado. Prometi visitas a muitas colegas de uti que não consegui cumprir, pois chegava na porta do hospital e o desespero me agarrava pelas pernas e eu voltava pra casa, chorando, naturalmente! 
Enfim, aprendi a aspirar, a calçar as luvas (que é a parte mais difícil do procedimento) e aos poucos fui dominando meu medo. Entretanto, ate hoje só o faço quando não tenho quem faça. Sei de mães que preferem aspirar seus filhos e que as vezes ate proíbem os profissionais de faze-lo pois não confiam que os outros terão o mesmo cuidado. No entanto, sou meio as aveças rs...Prefiro que outro o faça, e claro sempre peço com jeitinho quando quero que seja diferente em alguma técnica, mas ainda assim prefiro que seja o profissional...pois ainda tenho pra mim, que parece que vou machucar meu pequeno, e so quero que ele sinta que estou ali para dar força a ele e não para machuca-lo. Certo ou errado?.ja dizia Chicó...




Primeira lição, ok!
Ai veio o segundo passo: trocar cadarço.
O medo desesperador da cânula sair era algo que me incomodava, pois sempre ouvimos na uti: se sair o orifício fecha quase instantaneamente e pode não dar pra recolocar e então irá a óbito. E sim, isso é verdade! o tecido da traqueia pode colabar, colar, unir-se como se nunca tivesse aberto, rapidamente. Por isso alem de trocar o cadarço, tive também que aprender a tomar uma atitude se acontecesse da cânula sair. E se isso aconteceu? haa...só umas três ou quatro vezes seguidas! e dessas ao menos 2 foi eu quem recolocou e confesso que em uma delas, foi quase impossível..mas a mão de Deus, estava lá e me ajudou (pois houve uma grande resistência na hora de inserir novamente).
A troca do cadarço não é algo que aprendemos no hospital. Mas aprendi em casa com as técnicas de enfermagem da home care. Elas faziam eu via, dava uma ou outra opinião, ajudava segurando ou fazendo curativo, mas eu era uma mera assistente. Ate que um dia uma enfermeira assumiu o plantão. A troca do cadarço sempre fazemos na hora do banho, contudo quando a criança saliva ou sua muito, é necessário fazer varias vezes para manter a região do pescoço seca e limpa, evita proliferação de bactérias, infecções e também mantem o bem estar da criança.
Quando esta enfermeira assumiu o plantão, eu disse a ela que tinha que trocar o cadarço dele antes de dormir porque ficava molhado de saliva, ela virou e disse-me: "Ihh Adriana eu não sei trocar isso não, nunca fiz e nem gosto de mexer porque meus pacientes eu nunca mexo porque sou enfermeira da noite e quem faz isso são as enfermeiras do dia". Olhei chocada e pensei: "ãh, quê? alguem pór favor corre na grade curricular das faculdades de enfermagem e descobre porque não tem essa disciplina pras enfermeiras da NOITE e porque  existe distinção de enfermeiras para dia e noite? isso vem no diploma?"
Minha resposta foi: olha eu também não sei trocar, então vamos aprender juntas, pois não tenho prática!
A verdade é que eu morria de medo e também nunca havia me empenhado a aprender, só queria evitar situações que me remetessem ao trauma da uti, o que eu não sabia é que essa era minha realidade, a realidade do meu Anjo e sim eu tinha que aprender a lidar com isso. E foi assim que aprendi! Quando ninguém fez por mim, quando me obriguei a dar o melhor pro meu filho. Sim eu tinha opção: ignorar e dizer tal como a enfermeira "não sei e não quero aprender"e ver meu filho sofrer com assaduras, ou simplesmente vestir a armadura e dizer: é hora de aprender!
A partir de então comecei a fazer a troca do cadarço, e ao invés de auxiliar as técnicas de enfermagem, eu as fazia me auxiliar e orientar ate que aprendesse totalmente. E hoje posso dizer que ja sou "crack" ahaha.
As vezes no hospital troco sozinha, quando Anjo esta dormindo, calmo. Mas o ideal é ter sempre alguém por perto para o imprevisto da "canula sair".
Maas..voltando ao assunto! O tempo passou, com fonoterapia, fisio e terapia ocupacional as expressões faciais do Angelo voltaram! (oba!) e ele aprendeu a controlar o ar de modo que as vezes solta ate uns gritos. Quando a cânula fica um pouco folgada (que é quando não tem o cuff ou popular balonete) tem um certo escape do ar pela boca e ele tira um proveito disso resmungando e cantando.
Entretanto conheci pacientes traqueostomizados que falam, claro que o som não é tão alto e claro, mas é possível conversar com eles numa boa e compreender o que dizem tranquilamente. É o caso do Léo, um garotinho muito esperto que também é paciente de home care, é traqueostomizado, usa respirador mas come e fala de tudo! somos amigos de face kkk e ja ate visitei meu amiguinho fanzão do Bem 10!

Hoje meu passarinho as vezes canta baixinho, mas vê-lo feliz, sorrindo, assistindo seus dvds, brincando aos montes nas terapias e ate comendo danoninhos e papinhas durante a fonoterapia, é pra mim como ouvir sinos, cristais a soar.
Ainda acredito que o verei chamar com todas as letras "mamãe" e então...não existirá musica mais perfeita aos meus ouvidos. Mas ate la, ouço o som do seu coração que fala junto ao meu, e somos felizes assim!